Início  /  Áreas clínicas  /  Fisioterapia na Saúde do Homem

24H Draft · Daily Shot Solutions

O pavimento pélvico
também é masculino.

Incontinência após cirurgia à próstata, dor pélvica crónica, disfunção sexual. São queixas frequentes, com abordagem conservadora eficaz — e das que menos chegam à consulta, por serem das que menos se dizem.

Pré e pós-operatórioO treino antes da cirurgia melhora a recuperação
Consulta reservadaEspaço privado, sem constrangimentos
Abordagem conservadoraPrimeira linha antes de soluções invasivas
PortoDisponível na unidade do Porto
O que é

Em que consiste,
em concreto.

O pavimento pélvico masculino cumpre as mesmas funções essenciais que o feminino: sustenta os órgãos pélvicos, controla a continência urinária e fecal e participa na função sexual. É menos falado, mas não é menos importante — e é directamente afectado por cirurgias urológicas, por dor pélvica crónica e por décadas de sedentarismo ou de esforço mal distribuído.

A indicação mais estabelecida é a reabilitação após prostatectomia. A cirurgia compromete os mecanismos de continência e, na maioria dos homens, segue-se um período de perdas urinárias. O treino do pavimento pélvico — idealmente iniciado ainda antes da cirurgia — está associado a uma recuperação mais rápida da continência.

A outra grande área é a dor pélvica crónica masculina, muitas vezes rotulada como prostatite sem que exista infecção. Nestes quadros, o componente muscular é frequentemente dominante: um pavimento pélvico em hipertonia mantida, associado a padrões de tensão e a respiração alterada. Trabalhar o relaxamento, e não a força, é aqui o caminho.

Fisioterapia na Saúde do Homem na Fisiovida

Pré-habilitação

Treinar antes da cirurgia encurta o tempo de recuperação.

Força ou relaxamento

A avaliação decide qual dos dois — não são intercambiáveis.

Sem constrangimento

Explicação clara, ritmo definido por si, consentimento em cada passo.

Integração global

Respiração, abdominais, ancas e postura fazem parte.

Quando procurar

Reconhece-se
em algum destes?

Nenhum destes sinais é, por si só, um diagnóstico. São os motivos que mais vezes trazem alguém a esta consulta.

Indicações

O que tratamos,
e com que horizonte.

Os horizontes indicados são médias observadas em quadros semelhantes. O plano concreto é definido na avaliação e reajustado ao longo do processo.

SituaçãoSinais frequentesFoco da intervençãoHorizonte habitual
Pré-prostatectomiaCirurgia agendadaAprender e treinar a contracção antes da cirurgia4 a 6 semanas
Incontinência pós-prostatectomiaPerdas ao esforço e em repousoTreino progressivo e coordenação com o esforço12 a 24 semanas
Dor pélvica crónicaDor perineal, ardor, dor a sentarRelaxamento, dessensibilização, respiração12 a 24 semanas
Urgência e frequênciaMuitas idas à casa de banho, urgênciaReeducação vesical e controlo da urgência10 a 16 semanas
Disfunção sexualComponente muscular e vascularTreino do pavimento pélvico e condição global12 a 24 semanas
Dor perineal do ciclistaDormência e dor após treinoGestão de carga, posição e trabalho muscular6 a 12 semanas

⚠ Estimativas indicativas para efeitos de draft. A validar com a direcção clínica da Fisiovida antes de publicação.

As fases do plano

Como o tempo se distribui entre avaliação, tratamento e autonomia.

1 sem 01 4 sem 02 10 sem 03 4 sem 04 início alta
Fase 01 · 1 semanaAvaliação

História, avaliação funcional e definição de objectivos.

Fase 02 · 4 semanasConsciência

Localizar, contrair e relaxar correctamente — nesta ordem.

Fase 03 · 10 semanasProgressão

Treino específico e coordenação com esforço e actividade.

Fase 04 · 4 semanasAutonomia

Programa de manutenção e estratégias para o longo prazo.

Duração relativa típica. Um plano real pode alongar ou encurtar qualquer fase consoante a resposta ao tratamento.

Como se reparte uma sessão

Onde vão os minutos de uma consulta de Saúde do Homem.

0 min 60 min 12' 20' 18' 10'
Reavaliação e conversa 12 minTreino do pavimento pélvico 20 minExercício global integrado 18 minPlano de casa 10 min

Distribuição indicativa. Cada sessão é ajustada ao que a reavaliação do dia mostrar.

Comparação

Fisioterapia e espera pela recuperação espontânea

Não é uma questão de melhor ou pior em abstracto. É uma questão de saber o que cada abordagem faz — e o que não faz.

CritérioCom fisioterapiaSem intervenção
Recuperação da continênciaHabitualmente mais rápidaMais lenta e mais variável
Técnica de contracçãoEnsinada e verificadaFrequentemente incorrecta
Gestão de expectativasObjectivos e prazos explicadosIncerteza e ansiedade
Dor pélvica crónicaComponente muscular tratadaCiclos de antibiótico sem infecção
Impacto psicológicoAcompanhadoFrequentemente subestimado
Mitos e factos

Três coisas que se dizem
e não se confirmam.

Preferimos corrigir aqui do que na terceira sessão. Uma clínica que só diz o que agrada não é uma clínica de confiança.

Mito

Isto é só para mulheres.

Facto

O pavimento pélvico masculino tem as mesmas funções e o mesmo tipo de disfunções. A diferença está sobretudo em quantos homens chegam à consulta — e chegam muito menos, mais tarde e com mais tempo de queixas.

Mito

Depois da cirurgia à próstata, é esperar que passe.

Facto

Esperar é uma opção, mas não é a melhor. O treino do pavimento pélvico, sobretudo quando iniciado antes da cirurgia, está associado a recuperação mais rápida da continência.

Mito

Prostatite é sempre infecção.

Facto

A maioria dos quadros de dor pélvica crónica masculina não tem infecção demonstrada. Quando os ciclos de antibiótico se repetem sem resultado, vale a pena avaliar o componente muscular — que é tratável.

Perguntas frequentes

Sobre Saúde do Homem.

A avaliação é constrangedora?
Procuramos que não seja. Tudo é explicado antes, o ritmo é definido por si e há sempre alternativas às avaliações que preferir não fazer.
Quando devo começar antes da cirurgia?
Idealmente quatro a seis semanas antes. Mesmo duas semanas fazem diferença face a começar só depois.
Quanto tempo até recuperar a continência?
É muito variável. A maioria melhora significativamente nos primeiros três a seis meses, com progressão que continua depois disso.
O meu urologista tem de referenciar?
Não é necessário, mas a articulação com o urologista é útil e fazemo-la sempre que autorizar.
É comparticipado?
Sim, enquadra-se nos tratamentos de fisioterapia comparticipados em regime livre pela maioria dos seguros e subsistemas.

Nota clínica. Esta página tem fins informativos e não substitui uma avaliação individual. Nenhuma indicação aqui descrita dispensa a consulta com um profissional de saúde, e situações de dor intensa, súbita ou acompanhada de sinais neurológicos devem ser avaliadas com urgência.

Também pode interessar

Áreas que se cruzam
com esta.

As catorze áreas

Navegar por área clínica.

Fisioterapia na Saúde do Homem

A avaliação responde
ao que esta página não responde.

Uma hora, um fisioterapeuta em exclusivo, e um plano feito a partir do seu caso.