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24H Draft · Daily Shot Solutions

Não é normal.
É comum.

Perder urina a espirrar depois de ter um filho é frequente. Frequente não significa inevitável nem significa que não haja tratamento. A fisioterapia na saúde da mulher trata aquilo que se aprendeu a aceitar em silêncio.

Preparação e recuperaçãoAntes e depois do parto
26 artigosSobre ginástica abdominal hipopressiva
Fisioterapeutas dedicadasCom formação específica em pavimento pélvico
Consulta reservadaEspaço privado e ritmo definido por si
O que é

Em que consiste,
em concreto.

O pavimento pélvico é um conjunto de músculos que sustenta a bexiga, o útero e o recto, controla a continência e participa na função sexual. É solicitado de forma intensa na gravidez e no parto, e é afectado também pela menopausa, pela obstipação crónica, pela tosse persistente e por décadas de exercício mal doseado.

As consequências são bem conhecidas de quem as vive e raramente ditas em voz alta: perdas de urina ao rir, a espirrar ou a correr; sensação de peso vaginal; dor na relação sexual; urgência urinária; diástase abdominal que não fecha. Nenhuma destas situações é um destino — todas têm abordagem conservadora com evidência sólida.

A intervenção começa por uma avaliação cuidadosa, conduzida ao ritmo de cada mulher, e evolui para um programa de treino do pavimento pélvico integrado com respiração, postura e exercício global. Trabalha-se também a preparação para o parto — conhecer o corpo, treinar posições e aprender a empurrar — e a recuperação estruturada nas semanas seguintes.

Fisioterapia na Saúde da Mulher na Fisiovida

Avaliação ao seu ritmo

Nada acontece sem explicação prévia e consentimento.

Treino específico

O pavimento pélvico treina-se como qualquer outro músculo.

Integração global

Respiração, abdominais e postura fazem parte da solução.

Antes e depois

Preparação para o parto e recuperação pós-parto estruturada.

Quando procurar

Reconhece-se
em algum destes?

Nenhum destes sinais é, por si só, um diagnóstico. São os motivos que mais vezes trazem alguém a esta consulta.

Indicações

O que tratamos,
e com que horizonte.

Os horizontes indicados são médias observadas em quadros semelhantes. O plano concreto é definido na avaliação e reajustado ao longo do processo.

SituaçãoSinais frequentesFoco da intervençãoHorizonte habitual
Incontinência de esforçoPerdas ao espirrar, rir, correr, levantar pesoTreino do pavimento pélvico e coordenação com o esforço12 a 20 semanas
Bexiga hiperactivaUrgência, muitas idas à casa de banhoReeducação vesical e controlo da urgência10 a 16 semanas
Prolapso de órgãos pélvicosPeso vaginal, desconforto ao fim do diaSuporte activo, gestão de pressões, hábitosPrograma contínuo
Diástase dos rectosSeparação abdominal, abdómen que projectaProgressão abdominal e gestão de pressão intra-abdominal12 a 24 semanas
Dor pélvica e dispareuniaDor na relação, hipertonia do pavimentoRelaxamento, dessensibilização e mobilidade12 a 24 semanas
Gravidez e pós-partoDor lombo-pélvica, preparação, recuperaçãoPrograma por trimestre e recuperação faseadaConforme fase

⚠ Estimativas indicativas para efeitos de draft. A validar com a direcção clínica da Fisiovida antes de publicação.

As fases do plano

Como o tempo se distribui entre avaliação, tratamento e autonomia.

1 sem 01 4 sem 02 8 sem 03 4 sem 04 início alta
Fase 01 · 1 semanaAvaliação

História, avaliação funcional e definição de objectivos, ao seu ritmo.

Fase 02 · 4 semanasConsciência e activação

Aprender a contrair e, sobretudo, a relaxar correctamente.

Fase 03 · 8 semanasForça e coordenação

Treino progressivo coordenado com esforço e respiração.

Fase 04 · 4 semanasTransferência

Aplicação ao exercício, ao trabalho e à vida real.

Duração relativa típica. Um plano real pode alongar ou encurtar qualquer fase consoante a resposta ao tratamento.

Como se reparte uma sessão

Onde vão os minutos de uma consulta de Saúde da Mulher.

0 min 60 min 12' 20' 18' 10'
Reavaliação e conversa 12 minTreino do pavimento pélvico 20 minExercício global integrado 18 minPlano de casa 10 min

Distribuição indicativa. Cada sessão é ajustada ao que a reavaliação do dia mostrar.

Comparação

Fisioterapia e exercícios de Kegel feitos por conta própria

Não é uma questão de melhor ou pior em abstracto. É uma questão de saber o que cada abordagem faz — e o que não faz.

CritérioFisioterapia especializadaKegel por conta própria
Verificação da contracçãoAvaliada — muitas mulheres contraem ao contrárioSem verificação
DoseSéries e progressão individualizadasGenérica ou aleatória
HipertoniaIdentificada; nestes casos treinar mais pioraNão distinguida
IntegraçãoCom respiração, postura e exercício globalIsolada
ResultadoSuporte científico consistenteMuito variável
Mitos e factos

Três coisas que se dizem
e não se confirmam.

Preferimos corrigir aqui do que na terceira sessão. Uma clínica que só diz o que agrada não é uma clínica de confiança.

Mito

Perder urina depois de ter filhos é normal e não tem solução.

Facto

É comum — o que é muito diferente de normal e ainda mais diferente de irreversível. O treino do pavimento pélvico supervisionado tem suporte científico sólido na incontinência de esforço e é recomendado como primeira linha antes de qualquer cirurgia.

Mito

Fazer muitos Kegels resolve sempre.

Facto

Nem sempre, e por vezes agrava. Há mulheres cujo problema é um pavimento pélvico demasiado tenso, e não fraco. Nesses casos, contrair mais aumenta a dor. É por isso que a avaliação vem primeiro.

Mito

Depois do parto, abdominais clássicos ajudam a fechar a barriga.

Facto

Nas primeiras semanas, exercícios que aumentam bruscamente a pressão intra-abdominal podem agravar uma diástase ou um prolapso. A progressão abdominal pós-parto tem uma ordem — e essa ordem importa.

Perguntas frequentes

Sobre Saúde da Mulher.

A avaliação é sempre interna?
Não. A avaliação interna é a mais informativa, mas é opcional, explicada em detalhe e só realizada com o seu consentimento. Existem alternativas.
Quando posso começar depois do parto?
Trabalho de respiração e postura pode começar cedo. A avaliação do pavimento pélvico faz-se habitualmente a partir das seis a oito semanas, após a consulta de revisão do puerpério.
Também acompanham a menopausa?
Sim. As alterações hormonais afectam os tecidos do pavimento pélvico, e é uma fase em que a intervenção tem muito a oferecer.
Posso vir com o bebé?
Sim. Temos condições para o receber e as sessões são organizadas com isso em conta.
Isto evita a cirurgia?
Em muitos casos de incontinência de esforço e de prolapso ligeiro, a abordagem conservadora é a primeira linha recomendada e pode ser suficiente. Quando não for, terá chegado à cirurgia em melhores condições.

Nota clínica. Esta página tem fins informativos e não substitui uma avaliação individual. Nenhuma indicação aqui descrita dispensa a consulta com um profissional de saúde, e situações de dor intensa, súbita ou acompanhada de sinais neurológicos devem ser avaliadas com urgência.

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